
Meu nome é Alexandre de Assis Gomes Filho, tenho 28 anos e sou formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Paraná. Quero começar dizendo que estudar para concursos fiscais foi a melhor escolha profissional que poderia ter tomado. Segue abaixo um pouco da trajetória - espero que seja útil para alguns de vocês.
Iniciei os estudos para a área fiscal em janeiro de 2018, logo após minha graduação. Foram vários os motivos que me levaram a essa decisão. Primeiro, tinha decidido que meu trabalho valia mais do que o mercado estava pagando aos engenheiros recém-formados. Depois, buscava um trabalho que tivesse sentido e relevância - isto é, em que eu não fosse apenas mais uma engrenagem em uma gigantesca estrutural corporativa. Foi aí que o cargo de Auditor Fiscal se enquadrou perfeitamente nas minhas expectativas (eu só não vislumbrava, ainda, todas as dificuldades da caminhada).
No entanto, no começo cometi o típico erro de principiante de focar em um único concurso fiscal, me embrenhando nas matérias específicas dele - eu ainda não havia percebido que concurso público também é momento. Em 2018, estava estudando para um concurso que só iria acontecer em 2023. Além disso, estava com a ilusão de que os exercícios do material escrito seriam suficientes para exaurir as possibilidades de cobrança da prova. E essa é outra colocação que quero fazer aqui: não subestimem a criatividade da banca. Isso deve ter atrasado minha aprovação em pelo menos um ano.
Depois de ter aberto mão da SEFAZ-GO (não fiz) e SEFAZ-SC (fiz sem ter estudado) em 2018, em 2019 decidi abrir o leque e estudar para a carreira fiscal de maneira geral. E foi aí que o Tec apareceu na minha jornada de concurseiro, me acompanhando até meu último dia de estudo para concursos. Em 2019 prestei a prova do ISS-Campinas e em 2020 a da SEFAZ-AL - duas reprovações. Aí, em março de 2020, veio a pandemia. Foi, seguramente, o período mais difícil da trajetória até a aprovação. Nesse momento, já havia estudado a teoria das principais matérias e estava focando na resolução massiva de questões. O Tec, portanto, foi um companheiro diário durante o lockdown. Com a retomada dos concursos, prestei ISS-AJU em 2021, concurso em que fui aprovado em 17º lugar e convocado - mas optei por não assumir. Posteriormente, em março de 2022, prestei ISS-BH, concurso em que fui aprovado em 1º lugar. Retomando o que havia afirmado no início, tenho a certeza de que tomei a decisão correta do ponto de vista profissional. Na iniciativa privada, levaria décadas para eu alcançar o patamar remuneratório de um concursado Auditor Fiscal (se é que algum dia alcançaria) - sem contar a questão da estabilidade, do trabalho significativo e do ambiente excelente.
Os milhares e milhares de exercícios que resolvi no Tec me ajudaram muito em três aspectos. Primeiro, me prepararam para aqueles tipos de exercícios que aparecem recorrentemente nas provas, me capacitando por meio de resolução por repetição. Segundo, me ajudaram a compreender a criatividade da banca e me preparar para as novidades da prova. Terceiro, foram muito úteis na confecção do meu material de revisão, acionado exaustivamente nas últimas 2-3 semanas antes da prova.
O concurso público envolve uma ideia incrível: você faz uma prova e, se passar, a vaga é sua. Sem necessidade de contatos corporativos (o famoso "quem indica") e outros critérios muito mais subjetivos do que questões de prova. Com uma remuneração justa e um trabalho que não te levará ao burnout. Por isso, indico a todos que estão dispostos a pagar o preço de mudar de vida por meio do estudo.