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Érika Rocha, 26ª - Analista Legislativo - Administração (Senado Federal)

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Olá, colegas concurseiros!


Meu nome é Érika, tenho 30 anos, sou formada em Gestão de Políticas Públicas pela Universidade de São Paulo (USP) e desde de muito nova já queria trabalhar no serviço público, alinhando o desejo de contribuir para a sociedade e ter boas oportunidades de emprego. Em 2022, alcancei duas sonhadas aprovações: a primeira foi para o cargo de Auditor Federal de Finanças e Controle da Controladoria-Geral da União (CGU) e a segunda para o cargo de Analista Legislativo do Senado Federal.


Sobre a minha história no mundo dos concursos: minha primeira aprovação foi aos 19 anos para o cargo de Técnico Bancário da Caixa Econômica Federal. Esse concurso era para nível médio e, na época, fazia pouco tempo que eu havia prestado vestibular. Assim, boa parte do conteúdo ainda estava fresco na minha cabeça e estudei apenas a parte de conhecimentos bancários. Nesse mesmo ano, passei em um concurso de nível médio para a Câmara Municipal de Diadema (SP), mas não cheguei a assumir.


Trabalhei na Caixa por alguns anos até que, em 2018, decidi tirar a Licença para Tratar de Interesses Particulares e começar a estudar para concursos, dessa vez mirando em concursos "maiores". Como boa parte dos concurseiros, comecei estudando para a Receita Federal e depois fui expandindo para outros concursos da área fiscal e de controle. O primeiro concurso que prestei, e reprovei, foi para a Sefaz-SC em 2018. Depois disso, meu plano era tentar permanecer em São Paulo (onde eu morava), o que acabou restringindo bastante as minhas opções. Até que, em 2021, veio o edital da CGU, órgão com regionais em todos os estados e amplo programa de teletrabalho, e decidi tentar, ainda que tivesse que passar um tempo em Brasília. Intensifiquei muito o ritmo de estudo no pós-edital da CGU e estava desesperada para passar, precisava de uma vitória após tantos anos de estudo. Felizmente, tive a alegria de conseguir a aprovação, ainda mais com o gostinho de uma boa colocação (5º lugar).


Já no caso do Senado, me senti atropelada pelo concurso. Essa prova não estava no meu radar, já estava trabalhando na CGU e muito feliz com as atividades que estava realizando. Todavia, o edital para a área de Administração era bem parecido com o da CGU e, após insistência de alguns amigos (anjos), decidi fazer a prova. Como estava em processo de adaptação em um emprego novo, com expectativa de poder voltar para o meu Estado e já muito cansada de estudar para concursos, não me dediquei tanto no pós-edital do Senado e estava sem grandes expectativas para a prova. Entretanto, entre o edital e o resultado final, já tinha me apaixonado por Brasília e estava mais ciente de algumas vantagens que o Senado tem em relação à CGU. Então, depois de muitas emoções com anulações de questões e recursos, saiu o resultado do concurso do Senado e eu pude mais uma vez ter a felicidade de estar na lista de aprovados. Para coroar, em menos de 10 dias já estava tomando posse. 


Em relação ao meu método de estudo, ele foi mudando ao longo do tempo, conforme fui conhecendo novas técnicas e amadurecendo nas matérias. De forma resumida, estudei a teoria por PDF de diferentes cursinhos, procurei indicações de quais eram os melhores professores de cada matéria e também usei as amostras de aula para identificar se me adaptava à metodologia. Paralelamente, gostava de usar mapas mentais prontos, os quais ia customizando conforme minhas dificuldades ou pontos que chamavam minha atenção no PDF e na resolução de questões. Também utilizei bastante o Anki (sistema de flashcards), criando cartões com os pontos que tinha mais dificuldade e muitas vezes transcrevendo questões para lá.


A resolução de questões também me acompanhou por todo o caminho. Em geral, não fazia as questões do PDF e ia direto para o TEC, pois acho mais fácil identificar posteriormente as questões que errava e acompanhar as estatísticas de acerto. Aliás, as ferramentas de estatísticas do TEC são excelentes e me ajudaram bastante, principalmente no pós-edital, pois me permitia identificar facilmente meus pontos fracos e acessar as questões que mais errei.


Nesse contexto, aproveito para registrar que o TEC foi essencial para a minha preparação, pois permitiu treinar meu conhecimento e aprender muito com os comentários dos professores e dos colegas no fórum de dúvidas.


Por fim, um conselho que gostaria de deixar é a importância de estudar com constância. Isso não significa bater sua meta todos os dias, embora seja o ideal. O que quero dizer é que é importante nunca parar de estudar. Se um dia só der para estudar 1h, tudo bem, estude 1h. Estudar para concurso exige abrir mão de muitas coisas, mas a vida não para por conta disso. Aconselho a ter metas de produtividade (por hora, por questões ou outra métrica), mas tenha resiliência para estudar o que for possível nos momentos em que problemas inadiáveis surgirem, sem nunca parar de estudar.


Tentei ser concisa, mas é difícil resumir tantos anos de jornada. E, claro, estou pulando a parte do medo, da insegurança e das lágrimas, que acredito ser comum a maioria dos concurseiros.


Sei que é muito difícil continuar nessa jornada, mas estudando com constância o resultado vai chegar e vai fazer tudo ter valido a pena! Vai ficar tudo bem!