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Fágno Araujo, 18º - Auditor Fiscal de Tributos Estaduais (SEFAZ RR)

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A área fiscal sempre me despertou interesse, sou formado em ciências contábeis pela Universidade Federal do Tocantins e, ao longo do curso, tive contato com alguns professores que exerciam esse cargo. Assim, a remuneração, o trabalho que o Auditor Fiscal desenvolve e a importância que essa profissão tem para a sociedade sempre me chamaram muita atenção.


Minha jornada de estudos pra área fiscal começou, pra valer, em outubro de 2019. Antes disso eu brincava de estudar, era daqueles concurseiros que estudava duas semanas e passava vários meses sem pegar no material. Mas, no final de 2019, resolvi que deveria me dedicar de verdade aos estudos para, assim, realizar o meu sonho de ser Auditor Fiscal. A partir daquela data, foi uma rotina diária de estudos, como trabalhava 08 horas por dia, estudava uma média de 04 horas por dia durante a semana. Nos finais de semana, aproveitava pra dar um gás e estudava por volta de 06 horas no sábado e 05 horas no domingo.
 

Com o objetivo de ir aprendendo a fazer prova, fiz o concurso da Sefaz-AL em fevereiro de 2020, fiquei bem longe de passar, mas fui muito bem nas matérias que já tinha visto, praticamente gabaritei as disciplinas do ciclo básico da área fiscal. Isso me motivou, pois sabia que se continuasse batendo as disciplinas chegaria competitivo nos concursos que estavam previstos para terem o edital publicado ao longo de 2020. Logo após a prova da Sefaz-AL, veio a pandemia e os concursos esfriaram. Naquela ocasião, conquanto houvesse toda aquela situação de dúvidas, medo e incertezas, tentei enxergar o lado positivo da coisa. Decidi dar um gás nos estudos e tentar “alcançar” as pessoas que estudavam há mais tempo que eu. No final de 2020, fui fazer a polêmica prova do ISS-Aracaju. Já estava na cidade quando as provas foram suspensas, uma baita frustração, pois tinha dedicado muito tempo estudando Legislação Tributária do Municipal.


Em 2021 veio o edital da Sefaz-ES e eu decidi encarar, foi um pós edital bem complicado, com muitos problemas familiares. Veio a prova e eu não tive o resultado esperado, fiz até uma boa prova, mas não conseguir ter a prova discursiva corrigida. Decidi, então, que minha próxima batalha seria a Sefaz-RR, que já estava com o edital aberto. Ajustei as estratégias e passei a me preparar para esse certame. No meio dessa preparação, houve a remarcação da prova do ISS-Aracaju e eu decidi ir tentar uma vaga. Fiz uma prova bem melhor que a da Sefaz-ES, por 05 pontos não tive minha prova discursiva corrigida. Tentei não focar na frustração, mas na evolução que tinha ocorrido de uma prova pra outra. Era a hora, então, de dar o sprint final pra SEFAZ-RR, foram muitas horas diárias de estudos, muitas questões resolvidas e muita leitura da lei seca, a legislação tributária de RR era gigante. Veio a prova e eu lembro de responder as questões da prova básica (P1) com muita tranquilidade e poucas dúvidas. Na prova específica ocorreu o mesmo, lembro de fazer a prova com muita tranquilidade, mas, ao mesmo tempo, tinha a impressão de que a prova estava boa e a nota de corte seria muito alta, lembro de passar o gabarito tremendo, muito nervoso, pois sabia que um vacilo era suficiente pra ficar fora das vagas e eu costumava vacilar e perder uns pontos na hora de passar o gabarito.


Veio o resultado do concurso e eu estava aprovado na posição 25, com 134,7 pontos dos 150 possíveis. Foi, sem dúvidas, um dos dias mais especiais da minha dúvida, saber que todo o esforço tinha sido recompensado. No curso de formação conseguir ganhar algumas posições e fiquei em 18º lugar na classificação final do concurso.


Sobre o TEC concursos, sou suspeito pra falar, uma vez que não conheço qualquer outro sistema de questões, pois o TEC sempre supriu todas as minhas necessidades. Ao iniciar os estudos pra área fiscal, resolvi perguntar aos colegas concurseiros que tinham sido aprovados em grandes certames e percebi que o TEC era unanimidade. Na reta final de preparação, o TEC era a ferramenta que eu mais utilizava. As matérias que eu já tinha estudado eu revisava apenas por questões no TEC, eram cadernos e cadernos todos os dias de Português, Direito Tributário, Constitucional, Administrativo, Civil, Empresarial… Na disciplina de Legislação Tributária, eu lia o material do professor em PDF, lia a lei seca e partia para as questões inéditas no TEC, foram milhares nesse pós edital. O que posso dizer é que o TEC me acompanhou desde o início da preparação e que ele foi, sem dúvidas, um dos pilares dessa minha aprovação.


Aos colegas que continuam nessa árdua vida de estudar para concursos, deixo uma mensagem de perseverança. Não se deixem abater pelo fracasso numa prova, a grande maioria dos aprovados passaram por muitas reprovações. Eu hoje ocupo o sonhado cardo de Auditor Fiscal, mas tenho em meu currículo muito mais reprovações que aprovações. Alinhem suas estratégias, corrijam seus erros e sigam em frente. Àqueles que, assim como eu, são cristãos, lembrem-se: “Prepara-se o cavalo para o dia da batalha, porém do SENHOR vem a vitória” Provérbios 21:31.