
Sou natural de União da Vitória/PR.
Aos 20 anos de idade tive uma oportunidade no Exército Brasileiro e fui residir por cerca de 7 anos em Manaus/AM, como Oficial Temporário da arma de Engenharia (2003-2009).
Pós Exército, recém-formado em Matemática e com recursos financeiros guardados desse período, decidi retornar para minha cidade natal e estudar para a carreira de Auditor da Receita Federal. Era um sonho!
Inicialmente, estudando cerca de 3 meses com base em material de cursinho presencial tive minha primeira reprovação (AFRF/2009). Pois continuei e fui reprovado para AFRF/2012, também! rsrs.
Resolvi mudar o foco e comecei a estudar por conta própria para o Bacen/2013, relacionando meus estudos à área que tinham matérias voltadas à matemática e estatística. Foi um desastre! Nesse período (2012 – 2013) estudei muito por livros, fiz resumos, poucas questões. Não me orgulho, cheguei a escrever para cada matéria mais de 100 páginas de resumos como de direito constitucional, direito administrativo, estatística etc. (era melhor ter feito livros - quase um escritor). Revisar também era péssimo, olha a quantidade de páginas...
Triste e desesperado, estava realizando quaisquer concursos que aceitassem a formação em matemática, totalmente sem foco. Embora estivesse estudando errado, estava estudando muito. Só fazia isso...10/12 horas de dedicação diária.
Enfim, obtive minha primeira aprovação em 2013 - cargo de Técnico Judiciário do TJ-SC (9º colocado), cargo que não tomei posse. E, logo em seguida, a segunda aprovação - cargo de Pesquisador Tecnologista em Informações e Avaliações Educacionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas educacionais (INEP), cargo que tomei posse em Brasília em 2014. (merecido!)
Porém, após um período em Brasília, cresceu muito a vontade de ficar mais próximo a família e de ser mais bem remunerado. Eu sabia o rumo (Paraná ou Santa Catarina), porém, continuava sem foco ou área. Prestei diversas provas (certamente mais de 15 concursos), foram diversas idas e vindas nos estudos. Estava difícil conciliar remuneração, formação e localização. Resolvi buscar uma formação que pudesse gerar melhores oportunidades. Então, graduei-me em Contabilidade (2020). E, já que estava em Brasília (longe de casa), pensei: “vai dar no mesmo morar em qualquer outro lugar, se for melhor eu vou”.
Comecei a dedicar cerca de 30 horas semanais de estudos. Foco em revisar rapidamente conteúdos e realizar questões, muitas questões. Tentando conciliar trabalho e minha esposa...
No final de 2021, resolvi prestar o concurso de Auditor Fiscal Contábil-Financeiro da Receita Estadual do Estado do Ceara, concurso que ofertou vagas específicas para área contábil – fiquei em 18º colocado, inicialmente, a Sefaz – CE nomeou 4 pessoas. Ou seja, continuei os estudos até ser nomeado na Sefaz-CE, em 2024.
Nesse intervalo, dediquei-me ao TCE-SC, tive redação corrigida, porém não fiquei na lista de aprovados. Decepção total!
Vieram outras aprovações TRT-9 (16º colocado) e TRT-18 (17º colocado), ambas cadastro de reserva do cargo de Analista Judiciário - Área Administrativa - Especialidade Contabilidade. Bem como outras reprovações, analista no Senado e CGE/SC.
Diria que o principal aprendizado seria seguir em uma área específica, quando foquei em concursos de contábeis potencializei minhas chances. Mudar de área ou ficar tentando concursos diversos vai retardar o caminho. São muitas matérias para se ter domínio. E, em concursos mais expressivos, a menos que você seja um “gênio”, é necessária muita dedicação para se ficar competitivo.
Também, não há como conseguir ficar competitivo em concursos sem treinar questões, muitas questões da banca! Considero o TEC essencial para isso: treinar muito e depois revisar conteúdos por questões favoritadas e por assuntos que verificamos baixo desempenho.
É isso! Não é fácil dedicar-se para concursos público.... mais vale muito a pena!