
Olá, amigos concurseiros! É uma honra deixar esse depoimento no TEC Concursos, pois li dezenas e sempre me imaginei nesse rol de sucesso. Espero que a minha história ajude e motive aqueles que permanecem na luta, tão árdua, por um cargo público.
Aprovações e reprovações
2020 - TCE-RJ (Auditor de Controle Externo): 25º cadastro reserva
2020 - TCDF (Auditor de Controle Externo): 105º (reprovado)
2021 - Sefaz-Ceará (Auditor Fiscal Contábil-Financeiro): 3º
2022 - CGU (Auditor de Contabilidade Pública e Finanças): 5º
2022 - Sefaz-Amazonas (Auditor de Fin. e Controle): 1º
2022 - TCU (Auditor de Controle Externo): 12º
Contextualização
Um pouco de mim: chamo-me Nathan Ortiz Klassmann, tenho 31 anos, sou formado em Administração de Empresas pela PUCRS e morei a maior parte da vida no Rio Grande do Sul. A minha jornada no mundo dos concursos iniciou de forma precoce, mas só fui me tornar um concurseiro de verdade no ano de 2020.
Filho de dentistas servidores públicos, inscrito pela minha mãe, fiz o primeiro concurso aos 19 anos (2010), para a então Secretaria de Recursos Humanos do Rio Grande do Sul, e, apesar de não ter estudado, fui aprovado e nomeado. Destaco que ainda eram os anos dourados dos concursos, em que certames com dezenas de vagas eram recorrentes. Apesar dessa aprovação, minha vontade era de trabalhar na iniciativa privada e não tomei posse.
Novamente inscrito pela minha mãe e sem estudar, fui aprovado, nomeado e tomei posse na Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) no ano de 2014 (prova em 2012), para o cargo de agente administrativo. Esse foi o meu primeiro emprego/cargo público, em que pude perceber a importância do servidor para a sociedade e, apesar de receber propostas para voltar à iniciativa privada, decidi que dedicaria a minha vida ao serviço público.
De 2014 a 2020 pude concluir minha graduação e pós-graduações, tornar-me gestor, além de ser reconhecido pelo meu trabalho, mas cheguei ao limite que um cargo de nível médio possui. Depois disso, já noivo e morando com a minha futura esposa, a vontade de ter a nossa própria casa e termos filhos fez com que decidíssemos sair da zona de conforto e mergulhar no mundo dos concursos. Então, após me informar sobre os cargos públicos de topo, decidi estudar para ser auditor, o que me possibilitaria ter uma remuneração e um cargo condizente com o meu potencial.
Um pequeno adendo, de 2016 a 2017 estudei esporadicamente para os seguintes concursos: Banrisul, Ministério Público do RS, TJRS (nomeado), Susepe (nomeado), SPGG-RS (nomeado) e TCE-RS. Esse estudo inicial foi sempre pós-edital em cursinhos presenciais.
Assim, em 2019 tomei a decisão de estudar, de verdade, para ser auditor, mas para isso teria que parar de trabalhar, pois a minha rotina era exaustiva (cerca de 60 horas semanais, inclusive aos sábados e aos domingos). Então, em acordo com minha esposa, começamos a economizar e nos desfazer de alguns bens para que fosse possível custear de 2 a 3 anos de estudos. Dessa forma, em 04 de abril de 2020, iniciei uma licença não remunerada na empresa e imergi no mundo dos concursos.
A preparação
Por influência de um grande amigo, que fora aprovado como auditor na Sefaz-RS, decidi contratar um serviço de coaching. Sei que nem todo concurseiro se adapta a esse tipo de serviço ou não possui recursos para tanto, mas tenho certeza de que foi fundamental para as minhas aprovações. O meu coach (João Marcos - Auditor da Sefaz-RS) ajudou imensamente nas seguintes etapas: montagem do ciclo de estudos, ajuste na carga horária de cada disciplina, indicação de material, solução de dúvidas, definição de quando incluir novas matérias e de quando iniciar o treinamento para as discursivas, ajuda na escolha de qual concurso prestar e manter o foco no objetivo final.
Basicamente, a preparação se deu da seguinte forma:
Carga horária diária: 8 a 11 horas líquidas.
Tempo de estudo por matéria: 45 minutos a 1 hora e meia.
Tempo de intervalo (sugiro esse controle): inicialmente 20-15 minutos / final 5-10 minutos.
Divisão do tempo: início da preparação - 70% teoria e 30% questões / meio 50% teoria e 50% questões / final da preparação - 30% teoria e 70% questões.
Material utilizado: PDFs dos três maiores cursinhos e aulas teóricas do TEC. Não fazia resumos, apenas grifava os materiais. Utilizei um livro por disciplina para aprofundar os estudos. Nos últimos seis meses, assisti a videoaulas em velocidade 2-3x para quebrar a monotonia.
Questões: ao estudar um pdf, realizava todas as questões comentadas. Posteriormente só utilizava o TEC (inclusive inéditas). Creio que 50% de todo meu tempo de estudo foi utilizado na realização de questões. Foram mais de 110 mil na plataforma.
Simulados: fiz todos os simulados que os cursinhos ofereceram. Considero que seja uma das melhores formas de identificar pontos fracos e evoluir, especialmente para o aluno avançado.
Questões discursivas: iniciei no terceiro mês de preparação. Fazia uma peça técnica e uma questão discursiva por semana até a segunda etapa do TCU. Nos dois meses de preparação exclusiva para as discursivas do TCU, buscava responder ao menos uma questão por dia e umas três sem escrever no papel (resolvia mentalmente). Também participava de um grupo com 5 amigos e diariamente cada um elaborava uma questão “inédita”, com 5 a 10 quesitos, sobre os assuntos mais prováveis de serem cobrados. Resolvíamos essas questões de forma oral, em uma videoconferência.
Aulas em áudio: durante a realização de exercícios físicos, caminhando para compromissos externos, em salas de espera e em filas.
Lei seca: li as principais leis (4.320-6x, LRF-4x, CF-3x, improbidade-2x, licitações-3x, código civil, código processual civil). Li também o MCASP e o MTO.
Questões inéditas: realizei centenas, principalmente de regimentos internos e leis secas que possuam pouca cobrança.
Pré-prova: na primeira vez, revisei, duas semanas antes da prova, todos os pdfs grifados. Nos concursos subsequentes, assisti vídeos de reta final de todos os cursinhos e refiz as questões mais recentes das bancas.
Pós-prova: utilizava os sites de rankeamento (fiquei extremamente estressado e ansioso na primeira prova, nas outros já soube lidar melhor). Evitava ver comentários ou gabaritos preliminares, pois os considerava improdutivos. No outro dia voltava a estudar para o próximo concurso, parava somente para fazer os recursos.
Recursos: tratava como uma das etapas mais importantes de um concurso, quase que uma nova prova. Sempre entrava com recurso contra todas as questões que entendesse haver uma brecha. Em especial, os recursos nas provas discursivas sempre me favoreceram, ganhei posições preciosas e na SEFAZ-CE foi o que me permitiu ficar dentro das vagas.
O TEC Concursos
Fui apresentado ao TEC pelo meu coach, que garantiu ser o melhor sistema de questões existente. Felizmente, compartilho dessa opinião. O TEC é maravilhoso.
Praticamente desde o início utilizei o plano avançado, principalmente por causa das questões inéditas, das estatísticas e da facilidade em criar os cadernos diretamente dessas estatísticas.
Gostava de montar meus próprios cadernos, normalmente um por disciplina e realizava uma por tópico, passando para o próximo, o que permitia “girar” a matéria rapidamente. No início da preparação, por não ter edital e banca definidos, realizava questões de múltiplas bancas (Cebraspe, FGV, FCC e Vunesp). Gostava de, semanalmente, atualizar os cadernos, a fim de realizar as questões comentadas na semana anterior.
Salvava as questões que tinha dúvida e as que errava para refazê-las posteriormente, a fim de sanar essas fragilidades e aprofundar o conhecimento desses pontos.
Para quem ainda não tem costume de montar os cadernos, os guias prontos do TEC ajudam imensamente nessa tarefa. Eu usava esses cadernos para comparar e complementar os que eu mesmo criava.
As questões inéditas também foram muito importantes, especialmente no estudo de regimentos, leis orgânicas, legislação nova ou com pouca incidência. Usualmente a cobrança desses itens é literal e as inéditas ajudam a decorar.
Gostava de sugerir correções quando encontrava algum problema na plataforma, comentário incorreto, questão desatualizada ou algo do gênero. Rapidamente a equipe do TEC realizava esses ajustes, demonstrando a preocupação com a qualidade da plataforma.
Por fim, o maior diferencial do TEC são os comentários. Os dos professores são extremamente assertivos e organizados, por vezes complementados com pequenas revisões. Além disso, o fórum de discussão dos alunos complementa e expande o que foi tratado na questão. Eu também gostava de compartilhar o meu conhecimento com comentários, pois, além de ajudar os outros membros, considero que me ajudou imensamente a gravar os conceitos que explicava aos outros.
Recado Final
Quem resolve estudar para concursos tem um motivo, tais como: salário, cargo, família, realização profissional, condições de trabalho, estabilidade, mudar a sociedade etc.
Independentemente do seu motivo, a jornada não será fácil. Enfrentarão o cansaço, desmotivação, aperto financeiro, desespero, ansiedade e diversos outros fatores. Apesar disso, é aprovado quem estuda, se dedica e persiste. Esse é o denominador comum de todos os aprovados que já deixaram um depoimento no TEC.
Posso afirmar, por experiência pessoal, que essa jornada vale a pena e que o resultado é ainda melhor do que aquele que sonhamos. A sensação de ser nomeado, de trabalhar no local que desejamos, de receber o reconhecimento da família e dos amigos é incomparável.
Portanto, sigam firmes na batalha!!!!