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Tarcísio Cotrim, 16º - Auditor Fiscal de Tributos Municipais (ISS BH)

Já conhece a história de sucesso de Tarcísio Cotrim? Veja mais depoimentos de alunos do TEC!

1) Quais são as suas aprovações (cargos e colocação)?

Aprovações:
- Auditor Fiscal ISS-BH 2022 (16° ampla - nomeado e empossado);
- Auditor Fiscal SEFAZ-AM 2022 (54° ampla - 48 vagas - nenhum nomeado ainda).


Alguns resultados próximos:
- Auditor Fiscal SEFAZ-BA 2019 (72° - apenas 24 nomeados);
- Auditor Fiscal ISS-Petrolina 2018 (75° - apenas 7 vagas).

Outros concursos que tentei:
- Auditor Fiscal ISS-Campinas 2019;
- Auditor Fiscal ISS-São José do Rio Preto 2019;
- Auditor Fiscal SEFAZ-DF 2020;
- Auditor Fiscal ISS-Aracajú 2021;
- Auditor Fiscal SEFAZ-CE 2021.


2) Qual sua formação e por que decidiu estudar para concursos? Fique à vontade para nos falar de sua história.

Sou baiano, de Guanambi, sudoeste da Bahia, graduado em Engenharia Civil pela USP, campus São Carlos (EESC). Ainda em 2014, no meu primeiro semestre de engenharia, durante uma aula de Geometria Analítica, um brilhante professor, Hermano de Souza Ribeiro, em um dos seus “intervalos culturais”, pegou um jornal e começou a comentar sobre algumas notícias. Entre elas, havia uma manchete sobre o edital do concurso para Auditor Fiscal da RFB, o de 2014. Com salário inicial de 15 mil reais na época, o professor se assustou e brincou: “Se eu fosse um jovem recém formado, com certeza faria esse concurso. Só aprender umas ‘leizinhas’ e pronto! A parte de exatas vocês tiram de letra.” Hahaha. Claro que era uma brincadeira. Eu ainda não sabia o quanto seria difícil ser aprovado para um cargo como esse, pois ainda não estava imerso no mundo dos concursos. Porém, pelo salário, já poderia prever que seria um grande desafio.


Aqueles comentários do prof. Hermano, aquele belo salário inicial e a possibilidade de trabalhar como um Auditor Fiscal foram uma primeira centelha do meu projeto de estudos que estava por vir. Terminei o curso de engenharia no final de 2018 e o mercado de trabalho não estava muito promissor. Não remunerava tão bem e exigia rotinas excessivas de trabalho que não eram compatíveis com a qualidade de vida que eu buscava depois de tantos anos estudando. Assim, optei por retornar para minha cidade natal, Guanambi, sertão baiano, no início de 2019 para concentrar todos os meus esforços no estudo para concursos fiscais. Ali começava uma longa jornada...


3) Há quanto tempo estuda para concursos? Quantas horas por dia você estudava?

No final de 2017, um ano antes de terminar a graduação, eu comecei a encarar os primeiros materiais sobre concurso público. Comecei estudando para a Receita Federal, como a maioria dos estudantes da área fiscal. Porém, ainda era muito inexperiente, cometia muitos erros relacionados à estratégia de estudos. Eu ainda não tinha uma boa noção de como me organizar para um estudo de longo prazo envolvendo cerca de 20 matérias diferentes. Meu primeiro material da RFB tinha cerca de 15 mil páginas de PDF e eu estava um pouco perdido, ainda não aplicava sequer o famoso ciclo de estudos do grande Alexandre Meirelles. Considero que perdi muito tempo nesse início sem ter aprendido melhor como estudar para concursos, o que exige algumas estratégias bem diferentes do estudo escolar tradicional. Aos poucos, fui aprimorando meus métodos.


Então, em 2018, me dividi entre o curso de engenharia em período integral e os estudos pra RFB. Com o TCC e o estágio, levei os estudos num ritmo bem devagar. Diante disso, em 2019, resolvi começar tudo do zero outra vez, relendo todas as teorias desde o início. Fiz um grande retrabalho, o que hoje vejo como um erro. O fato é que eu considero que comecei, de fato, a estudar no início de 2019 e tive minha primeira aprovação em março de 2022, no ISS-BH. Uma trajetória de, no mínimo, 3 anos e 3 meses. Se contarmos desde o primeiro contato com o material para concursos, 4 anos e 4 meses.


Quanto à carga horária, variou muito ao longo dos anos, mas vou trazer alguns dados que tenho registrados. Porém, antes dos números, saiba que não existem regras numéricas que se aplicam indistintamente a todos. Cada um tem uma realidade e é preciso encaixar o estudo no seu próprio contexto. Se você trabalha, não desanime, você pode e vai conseguir ser aprovado. Várias estatísticas apontam que a maioria dos aprovados trabalharam e estudaram. Não são rotinas mirabolantes e excessivas que vão te levar ao sucesso. É preciso ter autoconhecimento para entender os seus limites e planejar uma rotina sustentável, especialmente nos pré-editais.


A minha média de estudo diário ao longo do tempo variou entre 4 a 8 horas líquidas por dia, variando entre 25 a 50 horas semanais conforme o período, antes ou após o edital, e também conforme o tamanho do período pós-edital. Quando falo em horas líquidas, me refiro ao tempo sentado realmente concentrado nos estudos, ou seja, não inclui as pausas. Por muito tempo, fiz sessões de estudos menores, de 40 a 60 minutos, seguidas de pequenos descansos, de 10 a 15 minutos. Porém, com o tempo, com maior autoconhecimento e com o aumento da capacidade de concentração, percebi que sessões maiores, de 1 hora e 30 minutos, com descansos maiores, de 20 a 30 minutos, funcionavam melhor para mim. Para estudar 8 horas líquidas com qualidade, começava a primeira sessão de estudos em torno das 5:00 e acabava em torno das 19:00.


No meu instagram (@tarcisio.cotrim), há alguns relatos e reflexões sobre detalhes das minhas rotinas de estudos. Não há perfeição. Não existe uma ascendente em linha reta para a aprovação, o caminho é tortuoso, cheio de altos e baixos. Muitas vezes, falhei, procrastinei, adiei, mas sempre tentava de novo e pensava insistentemente em maneiras de me blindar de tudo aquilo que me levava a falhar. Essa autocrítica e proatividade em buscar soluções foram determinantes para a minha aprovação. Porém, não permita que a autocrítica e o perfeccionismo sejam paralisantes. É importante se perdoar, reconhecer o nosso lado humano e seguir em frente.


4) Qual a importância da resolução de questões na sua preparação? Como o Tec te ajudou nessa tarefa?

Definitivamente, o ponto de inflexão da minha trajetória se deu quando eu me desapeguei dos PDFs e me permiti mergulhar de verdade no TEC concursos sem medo de perder detalhes teóricos das matérias. O perfeccionismo me prendia muito a uma necessidade de revisar a teoria através dos PDFs para me gerar uma falsa sensação de controle de toda aquela quantidade absurda de conteúdo com a qual lida o concurseiro da área fiscal. Mas, com o tempo, percebi que a revisão por questões era muito mais efetiva para o meu objetivo: marcar o “x” no lugar certo.


O fato é que precisamos ser racionais. Eu poderia romantizar o processo e me gabar do quanto eu tive uma boa base teórica e um bom domínio de diversas matérias, mas não é isso que me levaria necessariamente à aprovação. O que nos leva à aprovação é pura e simplesmente acertar questões. E, por mais contraditório que pareça, o ato de acertar questões não necessariamente está relacionado a um domínio global de uma matéria, mas sim ao treino especializado. Você somente acertará muitas questões quando se tornar um especialista nas questões da banca que fará a sua prova.


O estudo por questões te direciona para os conteúdos certos, para as nuances que somente aqueles examinadores de determinada banca gostam de cobrar. Com a infinidade de filtros e critérios que o TEC concursos possui, você pode desfrutar de um estudo extremamente especializado e direcionado para aquilo que o seu contexto pede. Você pode focar nas suas fraquezas, refazendo as questões erradas. Você pode focar nos conteúdos mais cobrados. Você pode entender de onde vem cada questão e entender o porquê de ela estar ali apenas fazendo uma rápida consulta ao edital do concurso da questão. São muitas e muitas ferramentas. Eu recomendo que testem sem medo. Conheçam e desfrutem dessa modernidade que nos permite ter um universo gigantesco de questões comentadas na palma da nossa mão.


5) Recado aos demais concurseiros e considerações finais.

Não quero cair no clichê da resiliência, consistência e foco. São necessários sim. Mas eu diria que aquilo que foi mais determinante na minha aprovação foi a proatividade, especialmente porque nunca paguei nenhum tipo de acompanhamento ou consultoria para acompanhar meus estudos. Então, para aqueles que estão nessa jornada, eu diria para sempre se questionarem. Sempre reflita se você está se planejando e estudando da melhor forma possível. Esteja sempre aberto a incrementar ou até mesmo mudar drasticamente sua forma de estudar. Apegue-se a uma análise racional dos resultados, tente não deixar apenas o lado emotivo te dominar no momento de analisar os números.


E, por fim, mas não menos importante, concentre-se apenas naquilo que está sob seu controle. Nem tudo estará. É muito fácil ver por aí propagandas rasas e apelativas do tipo “Sua aprovação só depende de você”. Não é verdade. Muitos fatores estão fora do seu controle e a aleatoriedade e a sorte sempre estarão presentes. Você não controla quando terá prova. Não controla quantas vagas terão. Não controla a vontade dos examinadores de cobrar questões sobre assuntos nunca cobrados antes. Não controla o nível dos seus concorrentes. Não controla muitos fatos que podem acontecer na sua vida durante essa jornada. Mas saiba de um fato: quanto melhor você executar aquilo que você controla - seus estudos -, mais perto você estará da aprovação. Confie no processo. Vai dar tudo certo!